Obra da usina de Ema tem início

As obras de construção da usina de Beneficiamento de Frutos do Cerrado para Alimentos, na Comunidade de Ema, em Teresina de Goiás, foram iniciadas no final do mês de fevereiro de 2013 ao mesmo tempo em que se iniciava um Curso de Capacitação para Pedreiros, Encanadores e Eletricistas, com membros da comunidade quilombola local. Foram 13 kalungas inscritos no curso ministrado em parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o Projeto Kalunga Sustentável, com patrocínio da Petrobras. Com esta iniciativa, parte da obra foi construída pelas mãos das próprias pessoas que vão usufruir de seu funcionamento.

 

Os 13 alunos quilombolas construíram em quatro dias de curso, parte das construções dos banheiros e vestiários anexos à obra da Usina, cujo projeto foi assinado pelo engenheiro de alimentos João Carlos Cruz e Ávila (CREA – MG 85427-D), atendendo às especificações e detalhes exigidos pela legislação sanitária. O professor do SENAR, Wendel Carrijo, encontrou na comunidade Ema alunos aplicados, entre 10 homens e 3 mulheres, que aprenderam técnicas de construção desde a fundação até colocação de telhado passando por instalações hidráulicas e elétricas.

Pronta até abril

 

Ao término do Curso de Pedreiro, que aconteceu entre os dias 19 e 22 de fevereiro, o construtor João Camargo, contratado pelo Projeto Kalunga Sustentável, assumiu o comando e desde então segue com a construção acelerada. Segundo o responsável pela obra, seu término está planejado para meados de abril, considerando que ainda poderemos ter períodos de chuva. “Se nenhum imprevisto ocorrer, a previsão é que a obra fique pronta para sua inauguração em abril”, afirmou Camargo.

 

O prédio da agroindústria terá 178 metros quadrados divididos em 12 compartimentos: recepção de cargas; depósito de embalagens e insumos; higienização, armazenamento e preparo; processamento; barreira sanitária; depósito de materiais de limpeza; depósito de produtos; expedição; escritório; banheiro e vestiário feminino; banheiro e vestiário masculino e corredor de acesso de pessoal e expedição de resíduos sólidos.

 

Cursos subsidiarão funcionamento da usina

 

Desde o início das atividades do Projeto Kalunga Sustentável, em agosto de 2011, a comunidade Ema vem recebendo capacitações que vão subsidiar o funcionamento da usina após a conclusão das obras. Ao longo de quase dois anos de projeto, vários quilombolas da Ema participaram de diversos cursos sobre como beneficiar os frutos do Cerrado para produção de conservas e compotas. Além disso, foram multiplicados conhecimentos sobre a construção da máquina de quebrar do baru, e a melhor maneira de se construir e alimentar uma composteira. A agroindústria da Ema será de propriedade da comunidade e irá exercer a atividade de “produtor e acondicionador de doces, geléias e outros derivados de frutas”. Para o Projeto Kalunga Sustentável, essa é uma vitória que colocará nas mãos dos próprios membros da comunidade o passado, o presente e o futuro do Território Kalunga.

 

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