Projeto Kalunga Sustentável tem início

O lançamento do Projeto Kalunga Sustentável aconteceu no mês de agosto de 2011 em Cavalcante/GO e foi bem recebido pela comunidade Kalunga. Durante o evento os participantes foram apresentados à realidade das comunidades Kalungas, aos objetivos do Projeto, às políticas da SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social) e aos temas dos treinamentos oferecidos. Foram também promovidos debates sobre o mercado de frutos do cerrado e do turismo de natureza e cultural, bem como as políticas públicas prioritárias para os quilombolas. A apresentação do projeto aconteceu na Câmara Municipal de Cavalcante e trouxe discussões sobre a aplicabilidade de projetos voltados para comunidades quilombolas.

As apresentações foram importantes para apresentar às lideranças sociais, parceiros, autoridades e poder público local os objetivos do projeto, as metas a serem alcançadas e buscar novas alianças para a execução.

A primeira série de treinamentos do Projeto Kalunga Sustentável abordou temas como formação de lideranças e gestão de projetos; turismo de natureza e cultural voltado para receber melhor o público; aproveitamento e transmissão da cultura de manipulação de frutos do cerrado e técnicas de cozinha.

Os palestrantes e suas propostas

As organizações que integram o arranjo institucional do projeto foram apresentadas: a Aimará Gestão Ambiental coordena os trabalhos de ecoturismo, compartilha a gestão geral do projeto, realiza a articulação institucional e acompanha da execução do Projeto. O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), uma ONG com 20 anos de tradição atuando no cerrado brasileiro, é um dos parceiros que oferece experiência para capacitação e comercialização dos produtos produzidos pelos quilombolas.

 Além desses, como convidada ilustre, a Secretária da Secretaria de Política para Comunidades Tradicionais da SEPPIR , Ivonete Carvalho, falou da importância do envolvimento da secretaria e de seus programas. O Programa Brasil Quilombola viabiliza alguns direitos como: acesso ao título da terra, infraestrutura, qualidade de vida e desenvolvimento local. Segundo a Secretária, o motivo desse envolvimento é a importância que dá sobre os cursos. “Eu acredito que é um projeto que poderá, de fato, modificará realidade de vocês”, declarou.

Nos demais dias, os Kalungas puderam participar de diversas oficinas. Na cozinha, 25 mulheres, munidas de luvas e toucas, tiveram dicas de como organizar e coordenar a cozinha e produção de alimentos com técnicas de higiene e correto manuseios dos alimentos.  Esse curso propõe o resgate de receitas e trata de segurança sanitária. Enquanto isso, outras turmas aprendiam a fazer sabonetes e a confeccionar embalagens para a venda.

Outro grupo fez trilhas a pontos turísticos próximos e deram início a treinamentos de guias, com dicas de como receber e garantir segurança aos turistas. À noite, os quilombolas Kalungas presentearam os participantes com apresentações artísticas e encenações religiosas.

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