Quilombo integra Mosaico

O Território Kalunga, através do Projeto Kalunga Sustentável, sob patrocínio da Petrobras, está participando do início dos debates para a criação do Mosaico da Chapada dos Veadeiros. Os Mosaicos de Unidades de Conservação são áreas protegidas por lei pelo governo federal como as RPPNs (Reservas Particulares de Proteção Natural), APAs (Áreas de Proteção Ambiental), Parques Nacionais, Estaduais e Municipais e Territórios Kalungas. A reunião aconteceu no dia 23 de maio de 2012, no salão da Igreja da comunidade do Engenho II e marcou a adesão do Quilombo Kalunga ao projeto do Mosaico da Chapada dos Veadeiros.

“O Mosaico, como o próprio nome já diz, junta várias peças que unidas formam uma figura maior, mais forte”, definiu a representante do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Luciana Nars, que conduziu a reunião. Nela, estavam presentes ainda a Coordenadora do PKS, Izabel Maia, o presidente do Condema de Alto Paraíso, Marcus Saboya, o consultor do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Gilles Ferment, além do presidente da AQK (Associação Quilombo Kalunga), Sirilo dos Santos Rosa e mais duas lideranças quilombolas, Cezário Paulino da Silva e Getúlia Moreira da Silva.

O objetivo do Mosaico, criado através da lei federal 9985, de 2000, é trabalhar em conjunto e de forma integrada, com soma de esforços e valorização dos territórios protegidos com sua biodiversidade e tradições, sincronizando ações comuns a todos como a proteção ambiental, educação da população do entorno, criação de corredores ecológicos, entre outras. “Nossa união vai ajudar em todas essas questões contribuindo para o desenvolvimento territorial com base na conservação e mantendo a região”, reiterou Luciana Nars.

O Mosaico da Chapada dos Veadeiros conta com parceiros como o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o próprio ICMBio, as Secretarias de Estado do Meio Ambiente e de Recursos Humanos, a Prefeitura de Alto Paraíso, o Conselho Municipal de Meio Amibiente de Alto Paraíso, a Universidade de Brasília, a Oca, a Fundação Pronatureza e a Fundação Boticário, que possui a Reserva do Tombador, no município de Cavalcante, e cuja administradora, Daniele Gidsicki é mestre em Mosaico e muito poderá agregar ao andamento do projeto.

Um dos primeiros passos do novo grupo é buscar a consolidação territorial de todos os envolvidos no Mosaico, um pré-requisito obrigatório para a sequência dos trabalhos. Este encontro determinou que o grupo deveria se reunir a cada 3 meses em local a ser combinado. “Uma vez que vire realidade, o Mosaico vira uma instituição na defesa do meio ambiente”, finalizou Luciana Nars.

Deixe uma resposta